ETAPA 1 – FUNDAMENTOS DA AGRICULTURA BIOLÓGICO-DINÂMICA
Curso de Extensão Universitária ou Aperfeiçoamento – 270 horas/aula

  • MÓDULO 1 – A Terrade 12 a 18 de setembro de 2009
    (6 dias de aulas presenciais)
  • MÓDULO 2 – A Planta de 23 a 29 de janeiro de 2010
    (6 dias de aulas presenciais)
  • MÓDULO 3 – O Animal de 15 a 22 de maio de 2010
    (6 dias de aulas presenciais)
  • MÓDULO 4 – O Ser Humano de 28/agosto a 3/setembro de 2010
    (6 dias de aulas presenciais)


ETAPA 2
CONSULTORIA BIODINÂMICA

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu (Especialização Profissional)
ou Extensão Universitária (para quem não possui graduação)
(+ 150 h/a = total: 420 horas/aula)

  • MÓDULO 5 – Consultoria e Projetosabril / 2011
    (6 dias de aulas presenciais)
  • MÓDULO 6 – Educação de adultos outubro / 2011
    (6 dias de aulas presenciais – com apresentação dos TCC)


ETAPA 3
ENSINO DA BIODINÂMICA

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu (Especialização Acadêmica)
ou Extensão Universitária (para quem não possui graduação)
(+ 40 h/a = total: 460 horas/aula)

  • MÓDULO 7 – Metodologia do Ensino
    (3 dias de aulas presenciais)
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Com o intuito principal de possibilitar a interação dos conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula com os conhecimentos práticos de campo, alunos do Curso de Mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural da UFSCar, Campus de Araras, SP, em parceria com a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) vão realizar em 9 de junho uma visita técnica às Usinas Santo Antonio e São Francisco, em Sertãozinho, SP, que desenvolvem em suas lavouras o Projeto Cana Verde. A orientação é dos professores e pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente Pedro José Valarini e Luiz Alexandre Nogueira de Sá, os quais ministram a disciplina Manejo Ecológico de Pragas e Doenças.

Segundo eles, o objetivo é conhecer as usinas e mais precisamente as práticas agrícolas e não agrícolas utilizadas nos sistemas de produção da cana-de-açúcar convencional e orgânico, especialmente, relacionadas ao manejo e controle de pragas e doenças.

Projeto Cana Verde

O Grupo Sucro-alcooleiro Balbo teve seu início em 1946, com a implantação da Usina Santo Antonio, no município paulista de Sertãozinho sob o sistema de produção convencional com várias práticas agressivas ao meio ambiente, entre as quais, a queima da cana, a preparação intensiva do solo, o controle químico de doenças, pragas e plantas invasoras, com conseqüências na redução da biodiversidade.

Pensando em alterar esta situação de forte impacto ambiental, a partir de 1986 foi criado o Projeto Cana Verde, com o qual se iniciou a produção de cana-de-açúcar orgânica na Usina São Francisco, hoje considerada a maior usina de açúcar orgânico do mundo — escolhido como modelo de projeto em mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud.

De acordo com os pesquisadores, ambas as usinas perfazem uma área total de 20 mil ha de área plantada, dos quais 13 mil ha são orgânicos. Os pesquisadores informam que as empresas, atualmente, dispõem de laboratórios de produção massal de inimigos naturais no controle biológico de pragas da cana, como a broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) pelos parasitóides de ovos, por meio da vespinha Trichogramma galloi; e de lagartas por meio da vespinha Cotesia flavipes.

Sá explica que “estas vespinhas são fáceis de multiplicação em laboratório e posteriores liberações dos adultos nos canaviais atacados pela praga”. Valarini salienta que na lavoura de cana outras pragas da cultura são controladas biologicamente ou por outros métodos de controle (químico, cultural, feromônios) como a broca-gigante, o percevejo-castanho, cupins, pulgões, cochonilhas; as lagartas elasmo e o curuquerê-dos-capinzais; os besouros pão-de-galinha e rajado-da-cana e o gorgulho-da-cana, além das cigarrinhas-das-raízes e das-folhas, estas controladas pela mosca-predadora Salpingogaster nigra e pelo fungo Metarhizium anisopliae.

Manejo agroecológico

Entre as técnicas de manejo agroecológico das áreas nas usinas estão o melhoramento genético constante de plantas (variedades e híbridos de cana resistentes a pragas e doenças); a formação da biodiversidade (proteção dos mananciais de água e recuperação da cadeia alimentar com aumento de animais, pássaros e aves); o uso de adubos verde e cobertura do solo (estruturação e melhoria da fertilidade do solo); o manejo preventivo de doenças e pragas (uso de inimigos naturais); o aproveitamento dos resíduos da cana (vinhaça, torta de filtro, bagaço e palhada) como adubo orgânico e proteção do solo.

“Estas técnicas de manejo têm contribuído para a redução da emissão de gases do efeito estufa e para o equilíbrio e a sustentabilidade do ecossistema, com valorização do ser humano como um todo nas usinas”, salientam Valarini e Sá. “O Projeto Cana Verde busca aliar produtividade sustentada, que já é equivalente à produtividade do sistema convencional (média de 90-100 toneladas/ha) com a vantagem da preservação e conservação dos recursos naturais”, completam eles.

Eliana Lima, MTb 22.047
(19) 3311.2748
elima@cnpma.embrapa.br
Embrapa Meio Ambiente

Fonte: Embrapa Meio Ambiente

Essa plantinha incrível nutre o nosso organismo de uma maneira completa e desintoxica o nosso corpo dando resultados impactantes.

A Aloe Vera é geralmente chamada de a planta milagrosa, a cura natural, dentre outros nomes que sobreviveram por 4000 anos dentro dos quais essa planta tem beneficiado a humanidade.

George Ebers em 1862 foi o primeiro a descobrir o uso da Aloe na antiguidade em um antigo manuscrito egípcio datado de 3500 AC, o qual foi de fato uma coleção sobre ervas medicinais. Outros pesquisadores desde então descobriram que a planta era usada também pelos chineses e indianos antigos.

Médicos gregos e romanos como Dioscorides e Plínio usavam Aloe obtendo maravilhosos efeitos e legendárias sugestões que persuadiram Alexandre O Grande a capturar a ilha de Socotra no Oceano Índico com o intuito de obter sua rica plantação de Aloe para curar seus soldados feridos nas guerras.

As rainhas egípcias Nefertiti e Cleópatra taxaram grandiosamente a Aloe como sendo o melhor tratamento de beleza. Naqueles tempos beleza e saúde estavam intimamente ligadas, muito mais que estão atualmente.

Para receber os benefícios da Aloe Vera, o gel pode ser bebido, na medida em que o organismo irá receber suas qualidades nutricionais. Ou pode ser combinado com outros ingredientes para produzir uma loção tópica para nutrir e contribuir para a manutenção da saúde. O Dr. Greg Henderson, diretor de uma clínica naturista, no Estado da Califórnia, apoiado em provas de laboratório, menciona as seguintes propriedades da Aloe Vera:

1) Função Inibidora da dor: A Aloe Vera reduz a dor ao ser aplicada no lugar do ferimento devido a sua grande capacidade de penetração, ocasionada pela presença de LIGNINA, vantagem que não é encontrada na maioria dos outros produtos.

2) Ação Antiinflamatória: A Aloe Vera tem uma ação similar à dos esteróides como a cortisona, porém sem os efeitos nocivos que esta provoca. Por esta razão, pode utilizar-se em todos os transtornos inflamatórios, como a bursite, artrite ou picadas de inseto.

3) Ação Desintoxicante: Desintoxicação = eliminação + regeneração + assimilação Devido ao potássio que a Aloe Vera contém, ela melhora e estimula o fígado e os rins, que são os principais órgãos de desintoxicação. A Aloe contém ácido urônico, o qual elimina as toxinas ao nível celular.

4) Ação Nutritiva: A Aloe Vera contém 18 dos 23 aminoácidos (componentes das proteínas) que o organismo necessita para formação de células e tecidos. Além disso, contém enzimas necessárias ao processamento dos carboidratos, das gorduras e das proteínas no estomago e no intestino.

5) Ação Digestiva: A Aloe Vera contém uma grande quantidade de enzimas. Algumas enzimas podem ser produzidas pelo organismo (ex.: pelo pâncreas), porém outras não o são, havendo, portanto a necessidade de serem adquiridas externamente. Durante o processo digestivo, as enzimas transformam as proteínas, convertendo-as em aminoácidos: os carboidratos em açúcares (glicose) e as gorduras em ácidos graxos. E desta forma esses elementos transformados são absorvidos pelo intestino e levados à corrente circulatória.

6) Ação Energizante: A Aloe Vera ajuda no bom funcionamento do metabolismo celular, isto é, ajuda na produção da energia que o corpo necessita. Além disso, devido a seu conteúdo de vitamina C, ela produz uma ação que melhora e estimula a circulação e o bom funcionamento do aparelho cardiovascular. A vitamina C não é produzida pelo organismo, por isso temos de buscá-la externamente. Esta vitamina é muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico, do aparelho circulatório, do aparelho digestivo, intervindo na prevenção da maioria das enfermidades.
7) Ação Coagulante: Como a Aloe Vera contém alto conteúdo de cálcio e potássio, ela provoca a formação de uma rede de fibras que retém os eritrócitos do sangue, ajudando assim a coagulação e a cicatrização necessária. O cálcio é um elemento muito importante para o bom funcionamento dos sistema nervoso e para a ação muscular, sendo um grande catalisador em todo o processo de cicatrização.

8) Ação Queratolítica: Esta ação permite que a pele danificada ou ferida se desprenda, havendo uma renovação de tecidos com células novas. Permite que exista também um maior fluxo sanguíneo através de veias e artérias, livrando-as de pequenos coágulos.

9) Ação Antibiótica: Comprovou-se que a Aloe Vera inibe a ação destruidora de muitas bactérias, como a Salmonella e os Staphylococcus que produzem o pus, etc. É um produto excelente para a eliminação bacteriana, bem como para a sua prevenção.

10) Ação Regeneradora Celular: A Aloe Vera possui o hormônio que acelera o crescimento de novas células e, além disso, elimina as células velhas. Graças à presença de cálcio na Aloe Vera, as células podem manter seu equilíbrio interno e externo, proporcionando assim melhor saúde celular a todos os tecidos do corpo, porque o cálcio regula a passagem dos líquidos nestas células.

11) Ação Reidratante da Pele: A Aloe Vera penetra profundamente na pele e restitui os líquidos perdidos, além de restaurar os tecidos danificados de dentro para fora, como acontece no caso das queimaduras, tanto as ocasionadas por fogo, por radiação ou pelo sol.

12) Ação Transportadora: A Aloe Vera é um veículo perfeito para transportar profundamente para dentro da pele outras substâncias ou elementos aos quais está combinada. Esta é a razão pela qual existem milhares de produtos cosméticos e medicinais misturados com Aloe.

Maria Cristina Tordin

O Sítio Catavento em Indaiatuba, SP e a Fazenda Nata da Serra em Serra Negra, SP participam do estudo desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e pela Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas,SP) que avalia a sustentabilidade, mapeia e monitora a biodiversidade de propriedades agroecológicas.

Pedro Valarini, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que coordena o estudo nessas Unidades, acredita que a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis é fundamental para estimular a biodiversidade.

Conforme levantamento feito pelo pesquisador Evaristo Miranda, da Embrapa Monitoramento por Satélite, inúmeras espécies de animais selvagens já podem ser vistos ou até morar em ambientes agrícolas. Eles procuram alimento e abrigo. Para o pesquisador, os bichos podem se adaptar a novos ambientes. “O sistema produtivo só tem a ganhar com esse aumento da biodiversidade, sobretudo no controle natural de pragas e doenças”.

O segredo é manter a temperatura e a umidade do solo em níveis que possibilitem a vida microbiológica, que é o início da cadeia alimentar, além de se evitar queimadas. A técnica de plantio direto, por exemplo, que mantém uma espessa camada de palha cobrindo o solo entre um plantio e outro, é excelente para essa finalidade, conclui.

Considerando o conceito de multifuncionalidade, essas duas unidades são consideradas modelo na busca da sustentabilidade, pois desenvolvem várias atividades produtivas e alternativas, além de promoverem intercâmbio e transferência de conhecimentos e experiências.

A agricultura orgânica faz parte do conceito abrangente de agricultura alternativa, envolvendo conjunto de processos de produção agrícola que parte do pressuposto básico de que a fertilidade é função direta da matéria orgânica contida no solo. Dessa forma, o sistema visa manejar, de forma equilibrada, o solo e demais recursos naturais como água, vegetais, animais, macro e microrganismos, procurando minimizar os impactos ambientais dessa atividade graças à eliminação do uso de agrotóxicos e de quaisquer adubos minerais de alta solubilidade nas práticas agrícolas, conservando-os em longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.

Valarini explica que o melhor desempenho do manejo orgânico em relação ao convencional é justificado pelas práticas adotadas na propriedade, como conservação dos recursos naturais, proteção das fontes de água, utilização de práticas conservacionistas do solo – coquetel de adubos verdes, cultivo mínimo, manutenção da cobertura do solo, plantio em curvas de nível, aproveitamento das plantas voluntárias como cobertura e incremento da biodiversidade; manutenção de matas como Reserva Legal e áreas de proteção permanente, inclusive nos morros e encostas, além de barreiras com cerca viva, policultivos e cultivos consorciados.

Para avaliar a sustentabilidade de alternativas de manejo agrícola, um estudo comparativo foi realizado em um grupo de 20 produtores com horticultura convencional e orgânica do interior de São Paulo, utilizando o Sistema de Avaliação Ponderada de Impacto Ambiental de Atividades do Novo Rural APOIA-NovoRural) desenvolvido em 2003 pelos pesquisadores Geraldo Stacheti Rodrigues e Clayton Campanhola da Embrapa Meio Ambiente.

De aplicação relativamente simples, o sistema permite ativa participação dos produtores e responsáveis. Os dados inseridos em plataforma computacional de baixo custo, servem para a comunicação e o armazenamento de informações sobre impactos ambientais e desenvolvimento sustentável. Além disso, evidencia os pontos críticos a serem corrigidos por formas alternativas de manejo.

O desempenho ambiental no universo abrangido por esse estudo mostra que, à exceção da qualidade da atmosfera, que sofre pouca influência da atividade agrícola e da qualidade do solo, o manejo orgânico tende a melhorar as condições ambientais, apresentando desempenho superior ao convencional nas dimensões Ecologia da paisagem (19%) pela manutenção de Reserva Legal, além de menor risco de incêndio, de extinção de espécies ameaçadas e de risco de erosão, Água (13%) pela maior eficiência de oxigenação e menor presença de coliformes fecais, Valores socioculturais (7%) que abrange o acesso a educação, melhores condições de emprego e de serviços disponíveis e Gestão e Administração (74%) pelo melhor gerenciamento do negócio à comercialização, maior reciclagem de lixo doméstico e da produção e maior interação com as instituições parceiras.

Fonte: Revista Meio Filtrante

Cultivando a água

Marsha Hanzi*

Os últimos levantamentos a nível planetário apontam ao perigo da escassez de água.
De toda a água existente no planeta, a maior parte é salgada ou congelada no gelo polar. A pouca água doce de superfície ainda disponível está sendo poluída desastrosamente. Os rios estão secando ou sendo sugados por sistemas de irrigação, com o Nordeste do Brasil ameaçado a enfrentar o dilema: plantar ou beber… Já profetiza-se que as próximas guerras serão sobre o controle da água.
Embora o público saiba que há uma relação direta entre o desmatamento e a falta de água, poucos sabem que é possível convidar a água de volta à propriedade rural, através de técnicas de manejo da vegetação. Podemos fazer brotar nascentes que secaram , e limpar riachos turvos. Dispondo de mais de 300 hectares, podemos até influir no regime de chuvas.

Exige esforço , sim, mas contamos com a ajuda de uma aliada poderosa: a Natureza. Observamos que a Natureza sempre evolui em direção à vida, e isto inclui a re-umidificação da paisagem. Onde há vegetação, há água. E qual será o ato mais nobre de cidadania do que aumentar a águadisponível?

A RELAÇÃO ENTRE A VEGETAÇÃO E A ÁGUA

1) A vegetação é composta de água! Mas de 90 por cento da estrutura da planta ( e do nosso corpo) é feita de água. Uma floresta (uma caatinga) representa uma enorme reserva de água.

2) Um dos sub-produtos da decomposição da matéria orgânica é a água. Um sistema rico em biomassa em constante decomposição ( cobertura morta) é constantemente alimentado com água.

3) À noite, a folha coleta gotinhas de umidade do ar, e a recicla para o sistema ( criando o sereno). Este pode ser uma fonte importante de umidade para o semi-árido. Uma árvore frondosa pode ter meio-hectare de superfície de folhas, todas coletando água. Quando a mata é tombada para plantar culturas baixas ( de pouca área foliar), perde-se uma grande fonte de umidade. Já foi provado que sai mais água pelo Rio Amazona que cai em forma de chuva. O restante vem por condensação.

4) Quando uma corrente de ar úmido bate numa floresta ( como acontece no litoral ), esta barreira comprime o ar, tornando-o mais pesado, facilitando a formação de chuva. Se os topos da serra do mar são desmatados ( para, por exemplo, formar pastos), perde-se este efeito, o ciclo das chuvas é quebrado , prejudicando o interior do estado.

5) O húmus formado por detritos é uma esponja, com grande capacidade de absorver água. 10 cm de húmus pode armazenar 3cm de água. Uma floresta esconde um lago raso no seu pé.

6) As raízes das plantas absorvem a água, não deixando esta escapar do sistema. Esta água é reciclada pela seiva das plantas e transpirada , formando novas nuvens. Merece apontar que esta água transpirada é uma solução rica em produtos de metabolismo e padrões energéticos, totalmente diferente da água evaporada de um solo nu.

7) A vegetação rebaixa a temperatura do solo por volta de 8 graus, diminuindo a taxa de evaporação. Esta temperatura mais baixa também faz com que as nuvens desçam, facilitando a chegada das chuvas ( o ar quente sobe, o ar frio desce).

8) A árvore cria água por um processo químico! O produto do metabolismo, em presença da luz solar, é o oxigênio. O produto deste mesmo metabolismo, na escuridão do solo, é o hidrogênio. A chuva leva o oxigênio do ar para dentro do solo, onde encontra o hidrogênio-e uma nova molécula de água é criada.

ESTRATÉGIAS PARA RECUPERAR A ÁGUA

1. Reflorestamento dos topos de todas as serras. Pelo efeito de comprimento do ar e condensação, pode reciclar água para os campos abaixo. Eu já vi, no Sertão, um topo florestado dentro da nuvem enquanto um pasto vizinho, da mesma altura, estava descoberto.

2. Matas ciliares ( na beira dos rios e riachos). Estas fazem com que a água chegue gradativamente ao longo do ano, evitando enchentes. Estas matas podem ser produtivas em frutas ( como Açai).

3. Reflorestamento de boqueirões ( cabeça de vale). São lugares onde junta-se as águas e pode fazer brotar uma fonte ou um riacho.

4. Quebra-ventos para diminuir a evaporação-vital no Sertão, talvez a estratégia mais importante.

5. Plantio de policulturas, incluindo elementos arbóreos e muita massa orgânica . O campo nunca se desnuda, e toda a água se conserva.

6. Quebrar pastos grandes em piquetes menores rodeados por faixas forrageiras.

7. Reciclar toda a água servida em vez de jogá-la diretamente no rio. Isto se faz facilmente com filtros biológicos , feitos de canteiros de plantas aquáticas. 100 litros de água utilizados 3 vezes significam 300 litros de água.

8. Nas cidades, captar a água dos telhados. Em Salvador, uma casa de 100 metros quadrados captaria aproximadamente 170,000 litros de água por ano. Mesmo no Sertão, esta casa captaria de 30,000 a 60,000 litros, conforme o ano. Com isto as cidades terão menos necessidade de esgotar os rios.

É claro que estas estratégias, além de melhorar o clima e aumentar a disponibilidade da água, melhoram as condições do campo, tornando-os mais produtivos. Assim um ato de cidadania reverte também em benefício direto para o
agricultor.

Fonte: IPEMA BRASIL, * Marsha Hanzi é do Instto de Permacultura da Bahia

A captação da água no solo tem sua importância no controle da erosão hídrica; na reposição do estoque de água nos lençóis freáticos e na recuperação da fertilização da fertilidade do solo.
Neste post, uma mostra do DVD “Harvesting Water” do Geoff Lawton.

*Geoff  Lawton é fundador e co diretor do Instituto de Pesquisa de Permacultura na Austrália.

O QUE É A AGRICULTURA BIODINÂMICA

Bernardo Thomas Sixel*

Rudolf Steiner (1861 – 1925), fundador da Antroposofia, colocou, durante o Congresso de Pentecostes, em 1924, a pedra fundamental do berço do Movimento Biodinâmico, em forma de um ciclo de 8 palestras para agricultores. Esse congresso teve lugar no castelo Koberwitz perto de Wroclaw/Breslau, que hoje abriga a prefeitura de Kobierzyce, Polônia.

O impulso da Agricultura Biodinâmica, sendo uno com a Antroposofia, tem como conseqüência natural à renovação do manejo agrícola, a sanação do meio ambiente e a produção de alimentos realmente condignos ao ser humano.

Esse impulso quer devolver à agricultura sua força original criadora e fomentadora cultural e social, força que ela perdeu no caminho à industrialização direcionada à monocultura e à criação em massa de animais fora do seu ambiente natural.

A Agricultura Biodinâmica quer ajudar aqueles que lidam no campo a vencer a unilateralidade materialista na concepção da natureza, para que eles possam, cada um por si mesmo, achar uma relação espiritual – ética com o solo, com as plantas e os animais e com os coirmãos humanos.

A Biodinâmica quer lembrar todos os homens que: “A Agricultura é o fundamento de toda cultura, ela tem algo haver com todos”.

O ponto central da Agricultura Biodinâmica é o Ser Humano que conclui a criação a partir de suas intenções espirituais baseadas numa verdadeira cognição da natureza.

Esse quer transformar sua fazenda ou sítio em um organismo em si concluso e maximamente diversificado; um organismo do qual a partir de si mesmo for capaz de produzir uma renovação. O sítio natural deve ser elevado a uma “espécie de individualidade agrícola”

O fundamento para tal é a integração de todos os elementos ambientais agrícolas como culturas do campo e da horta, pastos, fruticulturas e outras culturas permanentes, florestas, sebes e capões arbustivos, mananciais hídricas e várzeas etc.. Caso o organismo agrícola se ordene em volta desses elementos nasce uma fertilidade permanente e a saúde do solo, das plantas, dos animais e dos seres humanos.

A partida e a continuidade desse desenvolvimento ascendente da totalidade do organismo empresa é assegurado pelo manejo biodinâmico dos tratos culturais agrícolas e do uso de preparados apresentados pela primeira vez por Rudolf Steiner durante o Congresso de Pentecostes. Trata-se de preparados que incrementam e dinamizam a capacidade intrínseca da planta a ser produtora de nutrientes, seja por mobilização química, transmutação ou transubstanciação do mineral morto ou por harmonização e adequação na reciclagem das sobras da biomassa produzida. Preparados que simultaneamente apóiam a planta a ser transmissor, receptor e acumulador do intercâmbio da Terra com o Cosmo

Adubar na biodinâmica significa, portanto aviventar ou vivificar o solo e não fornecer nutrientes para as plantas.

A única preocupação que devemos ter é o que fazer para que isso aconteça. Nesse caso é possível abster-se de tudo que hoje em dia parece ser imprescindível. Na Agricultura Biodinâmica não se usam adubos nitrogenados minerais, pesticidas sintéticos, herbicidas e hormônios de crescimento etc. A concepção do melhoramento biodinâmico dos cultivares ou das raças esta em irrestrita oposição a tecnologia transigência. A ração para os animais é produzida no próprio sítio ou fazenda e a quantidade dos animais mantidos esta em relação com a capacidade natural da área ocupada.

O agricultor biodinâmico está empenhado a fazer somente aquilo pelo qual ele mesmo pode responsabilizar-se. a saber, o que serve ao desenvolvimento duradouro da “individualidade agrícola”. Isto inclui o cultivo e a seleção das suas próprias sementes como também a adaptação e a seleção própria de raças de animais. Além disso, significa uma orientação renovada na pesquisa, consultoria e formação profissional.

O agricultor biodinâmico aprende, dentro do processo de trabalho, ele a ser mesmo um pesquisador, aprende a participar e transmitir sua experiência a outros e formar dentro do seu estabelecimento um local de formação profissionalizante para gerações vindouras.

Uma renovação desta natureza desperta o interesse das pessoas que vivem nas cidades. Elas ligam-se com esta ou aquela fazenda ou sítio, apóiam e ajudam como podem, tornando-se fieis fregueses. Elas colaboram na formação de mercados regionais tornando-se como associados solidários mútuos. Há iniciativas novas de importância fundamental em toda parte para que a agricultura possa enfrentar com sua autonomia regional a globalização do mercado mundial. Agricultura não é somente profissão para ganhar dinheiro, mas é principalmente encargo de vida, é vocação.

Em mais de 50 países da Terra a Agricultura Biodinâmica é praticada ao serviço do cultivo do meio ambiente e alimentação saudável do ser humano. No mundo inteiro os produtos biodinâmicos são uniformemente comercializados sob a marca “DEMÉTER”. A marca DEMÉTER garante uma cultura agrícola baseada em medidas novas nos campos culturais – espirituais, políticos – legais, econômicos e ecológicos.

Para o desenvolvimento da agricultura e da cultura em geral no Brasil será de maior significação, achar personalidades suficientes que tenham a coragem e a força de iniciativa de se colocar ao serviço desta renovação da agricultura.

* Fonte: Sociedade Antroposofica Brasileira

Se voce se interessou e quer aprender mais:

cartilha_pecuaria_peq

Associacao Biodinamica – tem umas cartilhas otimas por R$1o, que sao cortesia para agricultores familiares!!!

No site deles voce ainda pode encontrar um sistema de  busca para encontrar sementes organicas, calendario     biodinamico, livros…..

cartilha_sementes

E claro, informacao em relacao a tudo que acontece em Biodinamica aqui no Brasil.

Vale a pena conferir: http://www.biodinamica.org.br.

cartilha_cafe

Voce ainda pode fazer um cursos no Instituto ELO para se capacitar aos desafios da sustentabilidade e da globalizacao.